Conto 1: Doce Neve Vermelha || Parte 3: Sirenes
E não foi comigo, um rapaz havia entrado em meu apartamento nesta noite, e esperado eu encher minha cabeça de álcool, naquele momento tentou me atacar com uma faca, realmente ele devia ser muito inexperiente para este imundo mundo. Rapidamente me esquivei de seu golpe e enrolei a manga de meu moleton em seu pulso, o movimento foi tão forte que a faca foi arremessada no teto e cravada, mais tarde eu levaria alguns minutos tentando retirá-la, e por fim acabaria deixando ela lá, dava um charme em meu quarto a mais. Depois consegui imobiliza-lo com um pouco de técnicas de luta, a única coisa que a televisão conseguia me ensinar nesta altura de minha vida. Ele murmurrou algo, parecia estar o bastante assustado para não conseguir falar nada, infelizmente não sou bom em interrogatórios por casa de minha falta de paciência e busquei ignorar qualquer surgimento de razão que tentava brotar em minha mente.Posso jurar que se tivesse um pouco de sensibilidade, uma lágrima escorreria de meu olho, ao invéz do sangue que escorreu do sujeito após eu dar um golpe com um candelábro em sua cabeça.Novamente, aquela sensação de estar errado surgiu em minha consciência, não por conta própria, mas pelas sirenes dos carros de Charles, que agora cercavam todo o quarteirão de meu prédio. A noite apesar da neve branca, iria ser vermelha e quente.

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